Mostrar mensagens com a etiqueta Sentido da Vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sentido da Vida. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Monty Python (maioritariamente)

Depois de um dia inteiro a fazer algo inútil, penoso e absurdo, a noite foi preenchida no cinema com o espectáculo dos Monty Python em directo desde Londres. Mais de três horas que souberam a pouco e que me restituíram temporariamente um bem-estar...
Porque a vida ser bem absurda
E a morte a palavra final
Você deve sempre encarar a cortina com uma saudação
Esqueça seu pecado - dê à plateia um sorriso
Desfrute-a - essa é sua última oportunidade mesmo
O contraste entre as duas fases do dia enfatizaram, durante o visionamento espectáculo, uma reflexão existencialista - tema implicitamente recorrente neste blog e em Monty Python. Se alguém pensa que eles são um amontoado de sketchs ridículos sem nenhum sentido, então desengane-se (apesar de ser verdade!). Entre o nonsense surgem frases e/ou sátiras de profunda crítica a tudo o que é relativo à vida. O tom leviano e mundano como dizem as coisas, como se tudo o que falam não tivesse qualquer importância é, ainda hoje, algo refrescante; pois as coisas têm importância, e ao contrário do que é predominante na TV, eles vão além da actualidade sem caírem num vazio de crítica e/ou um descomprometimento niilista.

Monty Python, no final de O Sentido da Vida, concluem o sentido da vida em meia dúzia de palavras e mandam-nos desandar [Piss off]. Noutra cena, de outro filme, e que escolheram para terminar o espectáculo desta noite, o que alguns vêem somente uma provocação gratuita, as palavras da letra foram escolhidas com critério, demonstrando em síntese o que este post tentou transmitir.

Quero dizer - o que você tem a perder?
Você sabe, você vem do nada
Você está voltando para o nada
O que você perdeu? Nada!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Posicionamento Histórico Pessoal e do Homo Sapiens por Miguel Urbano Rodrigues

A humanidade realizou conquistas prodigiosas no domínio da ciência e da técnica. A vida é hoje totalmente diferente do que era na Atenas de Péricles. Mas o homem do Século XXI não é melhor nem mais inteligente do que eram - apenas dois exemplos - Platão e Aristóteles. O homo sapiens contemporâneo, com as suas virtudes, vícios e aspirações, não difere muito na sua capacidade de amar, sentir e lutar do ateniense do século V A.C., ou do cidadão de Jerusalém da época de Jesus.

O homem novo, por ora, continua a ser uma aspiração, um ser mítico, utópico. O aparecimento rapidíssimo na Rússia de Ieltsin de milhões de homens antigos, com todos os estigmas do capitalismo, requer reflexão.

A transição do capitalismo para o socialismo será muito mais lenta do que Karl Marx previu. 

(...)

Sei que a minha vida útil se aproxima do fim. Mas o meu compromisso como comunista não é com o calendário e sim com os princípios e valores pelos quais me bati – o ideário que conferiu sentido à minha aventura existencial.

Vejo como ingénua a esperança de que as revoluções futuras sejam obra dos movimentos sociais. O espontaneismo não faz história profunda. A luta de classes continua a ser o motor da História. E é ao partido revolucionário marxista-leninista de novo tipo que cabe liderá-la como vanguarda.

No momento não estão criadas as condições subjetivas para revoluções socialistas no futuro imediato. Mas o capitalismo não tem soluções para salvar da destruição o seu monstruoso projeto de dominação universal. Está condenado a desaparecer. Entrou já num lento processo de implosão.

A maré da luta de classes sobe. E a convergência de muitas lutas em muitos países será fatal para o capitalismo. 

in Sobre a Questão do Estado, por Miguel Urbano Rodrigues.